Representantes das Singulares federadas conheceram dados sobre os atendimentos e discutiram possíveis ações para amenizar os impactos financeiros nas operadoras
Dirigentes e técnicos das Singulares federadas reuniram-se na Unimed Federação Centro Brasileira, na manhã de 14 de março, para um workshop sobre os desafios e soluções para as Terapias Especiais, principalmente as destinadas aos pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O presidente Danúbio Antonio de Oliveira, o diretor-superintendente, Martúlio Nunes Gomes, e o diretor de Integração Cooperativista e Desenvolvimento Institucional, Éder Cássio Rocha Ribeiro, também participaram do evento.
O presidente Danúbio Antonio de Oliveira citou a preocupação com o alto custo dos atendimentos solicitados. Ele mencionou que os valores envolvidos com o TEA superaram os de oncologia e OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais).
“Os gastos estão aumentando cada vez mais. Por isso, é um assunto que precisamos discutir e encontrar soluções”, alertou ele, destacando também as situações de cobranças ou solicitações irregulares.
No entanto, para encontrar tais soluções, é preciso conhecer profundamente o cenário vivenciado. Assim, a Federação solicitou às Singulares os dados sobre a assistência oferecida.
A gerente de Gestão em Saúde da entidade, Roberta Castro, citou que em 2024, no âmbito do intercâmbio das regiões atendidas pelas Unimeds federadas, foram 660 beneficiários, com mais de 24,6 mil sessões de diferentes terapias, sendo que cada uma com o custo médio de R$169,22. O intercâmbio, em si, tem o valor de R$ 120,00.
Compreender tais números é essencial para definir ações assertivas, de acordo com ela. “Para curto prazo, precisamos fazer com que as Unimeds entendam que, a partir de março de 2024, com a implementação da Norma Derivada nº 18, da Unimed do Brasil, passou a ser obrigação da operadora executora essa garantia de rede para o intercâmbio nacional de todos os procedimentos que estão cobertos dentro do rol, incluindo as terapias para o TEA”, esclareceu Roberta.
Na Unimed Rio Verde, um dos contratempos é a pouca disponibilidade de alguns terapeutas, especialmente de musicoterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos que atuem na metodologia ABA, como contou a responsável pela Gestão de Rede da instituição, Aliandra Francisco de Jesus.
“Também lidamos com valores elevados das terapias, tanto nós, na operadora, quanto os prestadores de serviços. O nosso projeto é estruturar recursos próprios para conseguir ter esses profissionais”, descreveu ela.
Roberta acrescentou que as Unimeds também precisam organizar os prestadores e procurar trazê-los para a rede credenciada, a fim de oferecer o intercâmbio. “Porém, a realidade que vemos hoje é uma pulverização de negociações diretas entre a Unimed de origem e os prestadores daquela área de ação”.
Durante o debate, os participantes propuseram contratar especialistas próprios, montar centros de atendimento, atualizar a tabela do intercâmbio e promover mecanismos de prevenção de fraude, entre outras medidas.
Segundo o presidente da Federação, a discussão regional é de grande importância para também impactar o sistema nacionalmente. “Se dermos o primeiro passo, definindo as regras do intercâmbio regional, já iremos avançar muito. A Federação está aqui para auxiliar vocês em cada ação que decidirem colocar em prática”, afirmou Danúbio.